Contrariando o meu já conhecido hábito da prolixidade, ou como preferirem chamar, hoje escreverei um breve texto sobre algo que me veio na cabeça: o orkut.
Orkut Büyükkökten é um engenheiro de software nascido na Turquia que... Ops! Não é deste orkut que você esperava ouvir falar, e nem eu, mas devido a um problema, meu, de dislexia aconteceu, mas deixemos isto de lado e prossigamos à prometida e breve crônica.
Gostaria de saber a razão que motiva milhões de brasileiros a exporem suas vidas de tal maneira neste site, não que eu seja contra ter um perfil no referido site (inclusive eu tenho um, apesar de eu não me considerar referência para nada; aliás, que comentário dispensável este dentro desses parênteses...), mas existem aqueles absurdos que todos já conhecem. Nomeadamente, conheci estas aberrações pelo nome de "fotos que não deveriam, mas estão no orkut".
Terminando já, assim prometi, gostaria de ressaltar as qualidades daquela (sumida) seção do site denominada "sorte do dia". Quem realmente acredita naquilo? Eu me recordo de ter lido mensagens como algo do tipo: "a pessoa encarregada de escrever sua sorte foi demitida. Leia a sorte do dia num perfil de um amigo. desculpe o transtorno." mais de três vezes.
Pronto, exercitei meus neurônios; agora posso voltar a matá-los vendo televisão!
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
E mais um Big Brother Brasil se aproxima
Vejam só que maravilha, chegamos à 10ª edição deste famigerado programa global (entenda como quiser). Quantos "heróis" será que teremos nesta edição?
Ah sim, isso mesmo, "heróis"! Sei lá quantas pessoas enclausuradas numa casa durante um tempo, chamadas por este carinhoso (e exagerado) vocativo, lutando por um nobre objetivo que só será alcançado por um deles: um prêmio de, acho que é este o valor, 1 milhão de reais. É, heróis que lutam por nobres valores, claro que por nobres valores deve-se entender grandes quantias de dinheiro!
Sei que já falei deste programa de alto nível aqui neste blog, mas é que a mobilização para o início de outra edição do mesmo se aproxima, e, mais uma vez, aflora a minha (falta de) simpatia pelo programa. Então, vamos lá, mais uma vez, observar no que a atenção de inúmeros brasileiros é despendida durante um considerável período de tempo.
Primariamente, é notória a preferência da equipe do programa por participantes propensos a saírem facilmente do sério, que tenham pouco ou nenhum controle de suas atitudes e do que falam; além de, evidentemente, com frequência fornecerem condições adversas para que estes ilustres personagens um tanto quanto imorais (não sendo essa a regra, afinal, dois ou três ex-BBB's não são imorais) percam o controle emocional e transformem uma festa, ou seja lá o que for, na famosa baixaria. Não é mister dizer que estas vicissitudes, estas condições adversas a que me refiro podem ser exemplificadas por bebidas alcólicas a vontade e por provas cansativas, exaustivas e capiciosas por vezes.
Outro ponto que sempre me chamou a atenção é como este programa atrai a atenção das pessoas; de tal maneira que programas de outras emissoras, vai entender, passam a tarde comentando sobre os acontecimentos do BBB. Baixarias, brigas, bebedeiras (um significado alternativo para a sigla, quem sabe...), tudo isto atrai a atenção de milhões de brasileiros, que passam horas na frente da televisão acompanhando o que um número X de desconhecidos passa enclausurados numa casa, objetivando alcançar o prometido e volumoso prêmio.
E aqui uma última consideração, que já adiantei no início do texto, que seria precisamente a transformação destes participantes em heróis. Pessoas que buscam um prêmio para si próprias, num "jogo sem regras", onde tudo, exceto o contato físico (agressão) é lícito para alcançar o objetivo (e nesse tudo estão incluídas aquelas situações contra nossos costumes, como a manipulação, a mentira, etc); como podem ser estas pessoas serem exemplos, no sentido ideal da palavra, para uma nação? Se estes são nossos heróis, somos um bando de gananciosos que não se importam em pisar e manipular quem quer que seja para conseguir o que almejamos, que não se importando em causar feridas nos outros, em fazer sangrar a alma até de quem amamos! Somos assim?! Eu jamais!
Nada contra os tão citados (por mim) ex-BBB's, nem contra os futuros, porém não consigo conceber que seja possível que tenhamos valores tão distorcidos, a ponto de achar que pessoas buscando enriquecer, por muitas vezes inescrupulosamente, possam ser chamadas de heróis, possam ser exemplo para o Brasil, ou estou errado? Falamos tão mal de nossos representantes políticos quando os vemos agir contra o que temos por moral, por bom-costume, e na maioria das vezes legal; não podemos então ter por "ídolos" (outro exagero linguístico para a situação) alguém que buscou o prêmio de 1 milhão de reais, que buscou só isso, pautado nas baixarias que, infelizmente, sempre atraem a audiência.
Meus heróis são outros, idôneos, que talvez este país jamais tome conhecimento de sua existência, mas mártires, que pregavam o amor, que não buscavam seu próprio benefício, mas o bem comum, tornar o mundo um lugar melhor. Apesar de não serem famosos, apesar de talvez relativamente pouco conhecidos, buscaram tornar a vida das pessoas com quem conviveram melhor, visando não o seu próprio benefício, mas a felicidade estampada no rosto dos outros lhes motivava, o bem do próximo já lhes bastava. Heróis, estes sim, heróis!
Ah sim, isso mesmo, "heróis"! Sei lá quantas pessoas enclausuradas numa casa durante um tempo, chamadas por este carinhoso (e exagerado) vocativo, lutando por um nobre objetivo que só será alcançado por um deles: um prêmio de, acho que é este o valor, 1 milhão de reais. É, heróis que lutam por nobres valores, claro que por nobres valores deve-se entender grandes quantias de dinheiro!
Sei que já falei deste programa de alto nível aqui neste blog, mas é que a mobilização para o início de outra edição do mesmo se aproxima, e, mais uma vez, aflora a minha (falta de) simpatia pelo programa. Então, vamos lá, mais uma vez, observar no que a atenção de inúmeros brasileiros é despendida durante um considerável período de tempo.
Primariamente, é notória a preferência da equipe do programa por participantes propensos a saírem facilmente do sério, que tenham pouco ou nenhum controle de suas atitudes e do que falam; além de, evidentemente, com frequência fornecerem condições adversas para que estes ilustres personagens um tanto quanto imorais (não sendo essa a regra, afinal, dois ou três ex-BBB's não são imorais) percam o controle emocional e transformem uma festa, ou seja lá o que for, na famosa baixaria. Não é mister dizer que estas vicissitudes, estas condições adversas a que me refiro podem ser exemplificadas por bebidas alcólicas a vontade e por provas cansativas, exaustivas e capiciosas por vezes.
Outro ponto que sempre me chamou a atenção é como este programa atrai a atenção das pessoas; de tal maneira que programas de outras emissoras, vai entender, passam a tarde comentando sobre os acontecimentos do BBB. Baixarias, brigas, bebedeiras (um significado alternativo para a sigla, quem sabe...), tudo isto atrai a atenção de milhões de brasileiros, que passam horas na frente da televisão acompanhando o que um número X de desconhecidos passa enclausurados numa casa, objetivando alcançar o prometido e volumoso prêmio.
E aqui uma última consideração, que já adiantei no início do texto, que seria precisamente a transformação destes participantes em heróis. Pessoas que buscam um prêmio para si próprias, num "jogo sem regras", onde tudo, exceto o contato físico (agressão) é lícito para alcançar o objetivo (e nesse tudo estão incluídas aquelas situações contra nossos costumes, como a manipulação, a mentira, etc); como podem ser estas pessoas serem exemplos, no sentido ideal da palavra, para uma nação? Se estes são nossos heróis, somos um bando de gananciosos que não se importam em pisar e manipular quem quer que seja para conseguir o que almejamos, que não se importando em causar feridas nos outros, em fazer sangrar a alma até de quem amamos! Somos assim?! Eu jamais!
Nada contra os tão citados (por mim) ex-BBB's, nem contra os futuros, porém não consigo conceber que seja possível que tenhamos valores tão distorcidos, a ponto de achar que pessoas buscando enriquecer, por muitas vezes inescrupulosamente, possam ser chamadas de heróis, possam ser exemplo para o Brasil, ou estou errado? Falamos tão mal de nossos representantes políticos quando os vemos agir contra o que temos por moral, por bom-costume, e na maioria das vezes legal; não podemos então ter por "ídolos" (outro exagero linguístico para a situação) alguém que buscou o prêmio de 1 milhão de reais, que buscou só isso, pautado nas baixarias que, infelizmente, sempre atraem a audiência.
Meus heróis são outros, idôneos, que talvez este país jamais tome conhecimento de sua existência, mas mártires, que pregavam o amor, que não buscavam seu próprio benefício, mas o bem comum, tornar o mundo um lugar melhor. Apesar de não serem famosos, apesar de talvez relativamente pouco conhecidos, buscaram tornar a vida das pessoas com quem conviveram melhor, visando não o seu próprio benefício, mas a felicidade estampada no rosto dos outros lhes motivava, o bem do próximo já lhes bastava. Heróis, estes sim, heróis!
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Confiar em Deus
Eu sei que você já deve ter ouvido isto muitas e muitas vezes, mas hoje é minha vez de desabafar...
Confiar em Deus... das coisas mais fáceis quando recebemos bênçãos, quando Ele nos dá tudo o que queremos. Mas hoje afirmo, com experiência de quem passa por isso há tempo, o confiar só é conhecido em sua plenitude nas horas difíceis, e mais, nas horas difíceis que se prolongam, e cada vez menos se vê possibilidade da situação se resolver. São nestas horas que a obediência, que a confiança em Deus é provada.
"Porque ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; ainda que decepcione o produto da oliveira, e os campos não produzam mantimento; ainda que as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja gado; todavia eu me alegrarei no SENHOR; exultarei no Deus da minha salvação." (Habacuque 3:17-18)
Nas horas de tribulação veremos o que é confiar, o que é obedecer, o que é louvar mesmo quando nada dá certo, o que é reconhecer que ainda que o milagre não venha, Deus é o Deus da minha salvação. Reconhecer que Deus sabe o que faz, e que a minha vontade, ainda que seja a mais pura e bondosa, não será realizada em detrimento dos planos de Deus. Não existe uma relação contratual entre mim e Deus, Ele dá, eu louvo, não, isso não é amor.
"Levantarei os meus olhos para os montes, de onde vem o meu socorro? O meu socorro vem do SENHOR que fez o céu e a terra." (Salmo 121:1-2)
Louvado seja o Senhor, ainda que tudo dê errado, louvado seja o Deus da minha salvação! Nos dias maus e escuros, louvado seja o Cordeiro Santo de Deus, o Deus da minha vida! O milagre pode até não vir, mas Deus ainda é o EU SOU, e sempre será!
Confiar em Deus... das coisas mais fáceis quando recebemos bênçãos, quando Ele nos dá tudo o que queremos. Mas hoje afirmo, com experiência de quem passa por isso há tempo, o confiar só é conhecido em sua plenitude nas horas difíceis, e mais, nas horas difíceis que se prolongam, e cada vez menos se vê possibilidade da situação se resolver. São nestas horas que a obediência, que a confiança em Deus é provada.
"Porque ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; ainda que decepcione o produto da oliveira, e os campos não produzam mantimento; ainda que as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja gado; todavia eu me alegrarei no SENHOR; exultarei no Deus da minha salvação." (Habacuque 3:17-18)
Nas horas de tribulação veremos o que é confiar, o que é obedecer, o que é louvar mesmo quando nada dá certo, o que é reconhecer que ainda que o milagre não venha, Deus é o Deus da minha salvação. Reconhecer que Deus sabe o que faz, e que a minha vontade, ainda que seja a mais pura e bondosa, não será realizada em detrimento dos planos de Deus. Não existe uma relação contratual entre mim e Deus, Ele dá, eu louvo, não, isso não é amor.
"Levantarei os meus olhos para os montes, de onde vem o meu socorro? O meu socorro vem do SENHOR que fez o céu e a terra." (Salmo 121:1-2)
Louvado seja o Senhor, ainda que tudo dê errado, louvado seja o Deus da minha salvação! Nos dias maus e escuros, louvado seja o Cordeiro Santo de Deus, o Deus da minha vida! O milagre pode até não vir, mas Deus ainda é o EU SOU, e sempre será!
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Que Deus mude nossa história
Maldita terra da liberdade falseada! Maldita é esta terra na qual uma liberdade de expressão, de culto e de religião leva à escravidão pelo pecado; maldita é esta terra que por falta de luta não sabe o que é amor a Deus, não tem noção do peso da palavra, não dá valor à verdade. Terra de aberrações, de desobediência, de ilusões, terra onde amar a Deus não reflete nem ao menos numa mudança de vida.
Terra amaldiçoada que vê cada vez mais frequentadores de igrejas e cada vez menos mudança de vida, cada vez menos compromisso com Deus. Gradativamente, observa as massas "cristãs" (coloco entre aspas porque, porque cristianismo verdadeiro é aquele que se aparta do pecado) aumentarem, mas não vê os frutos do espírito se manifestarem, e sim, vê assolada a um aumento da barbárie.
Não se dá valor à verdade que liberta, poucos lêem a palavra de Deus (a bíblia), e também poucos a praticam. Oh terra ingrata, da parábola do semeador sois vós as sementes que caíram no meio do caminho; a verdade entra por vossos ouvidos mas não penetra em vossos corações.
Se para dar-mos valor à verdade divina, se para praticar a palavra de Deus tenhamos que ser perseguidos, que sejamos. Não faço aqui a menor apologia a regimes anti-democráticos (autocráticos), mas se algo está levando para o inferno, nesse caso a falta de compromisso decorrente de uma ampla liberdade (tamanho paradoxo), não vejo sentido em defender algo que gerará o sofrimento eterno. MATEUS 18:9 - E, se o teu olho te leva a pecar, arranca-o, e atira-o para longe de ti; melhor é entrar na vida eterna com um só olho, do que, tendo dois olhos, seres lançado no fogo do inferno.
Portanto, oh povo de Deus, convertei-vos dos seus maus caminhos, volteis a Jesus; aparta-te do mal, não faças do templo do Senhor (tua vida) também templo do pecado, sede santos, porque Ele é santo.
Por fim, gostaria de deixar claro aqui que oro sim para que nossa realidade mude, apesar de que este problema não me parece local, mas generalizado (exceção aos países em que os cristãos são perseguidos, por lá eles conhecem o valor da palavra), mas deixo bem claro que entre viver livre e em pecado, e consequentemente ir para o inferno, e ser torturado mas permanecer santo e puro para a vida eterna, faço minha opção pela segunda alternativa.
Deus abençõe você que ler este texto, se é que alguém o lerá.
Terra amaldiçoada que vê cada vez mais frequentadores de igrejas e cada vez menos mudança de vida, cada vez menos compromisso com Deus. Gradativamente, observa as massas "cristãs" (coloco entre aspas porque, porque cristianismo verdadeiro é aquele que se aparta do pecado) aumentarem, mas não vê os frutos do espírito se manifestarem, e sim, vê assolada a um aumento da barbárie.
Não se dá valor à verdade que liberta, poucos lêem a palavra de Deus (a bíblia), e também poucos a praticam. Oh terra ingrata, da parábola do semeador sois vós as sementes que caíram no meio do caminho; a verdade entra por vossos ouvidos mas não penetra em vossos corações.
Se para dar-mos valor à verdade divina, se para praticar a palavra de Deus tenhamos que ser perseguidos, que sejamos. Não faço aqui a menor apologia a regimes anti-democráticos (autocráticos), mas se algo está levando para o inferno, nesse caso a falta de compromisso decorrente de uma ampla liberdade (tamanho paradoxo), não vejo sentido em defender algo que gerará o sofrimento eterno. MATEUS 18:9 - E, se o teu olho te leva a pecar, arranca-o, e atira-o para longe de ti; melhor é entrar na vida eterna com um só olho, do que, tendo dois olhos, seres lançado no fogo do inferno.
Portanto, oh povo de Deus, convertei-vos dos seus maus caminhos, volteis a Jesus; aparta-te do mal, não faças do templo do Senhor (tua vida) também templo do pecado, sede santos, porque Ele é santo.
Por fim, gostaria de deixar claro aqui que oro sim para que nossa realidade mude, apesar de que este problema não me parece local, mas generalizado (exceção aos países em que os cristãos são perseguidos, por lá eles conhecem o valor da palavra), mas deixo bem claro que entre viver livre e em pecado, e consequentemente ir para o inferno, e ser torturado mas permanecer santo e puro para a vida eterna, faço minha opção pela segunda alternativa.
Deus abençõe você que ler este texto, se é que alguém o lerá.
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Viagens ao léu
Busque ser feliz acima de tudo
Nunca deixe de sonhar
será que a vida se resume a isso?
Não acredito que seja esse o sentido de viver
um viver pra ter (a felicidade)
onde nada vale, senão o fim
Se um dia chegardes onde almejavas
e verdes que não és mais quem era,
te perdestes no meio do caminho
Voltes para te encontrar
A felicidade não vale mais que tu
O ter não vale mais que o ser
Fui criado para algo muito maior
E a minha poesia acaba sem rima.
Nunca deixe de sonhar
será que a vida se resume a isso?
Não acredito que seja esse o sentido de viver
um viver pra ter (a felicidade)
onde nada vale, senão o fim
Se um dia chegardes onde almejavas
e verdes que não és mais quem era,
te perdestes no meio do caminho
Voltes para te encontrar
A felicidade não vale mais que tu
O ter não vale mais que o ser
Fui criado para algo muito maior
E a minha poesia acaba sem rima.
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Porque sou contra a política de cotas para estudantes de escolas públicas em universidades públicas
Como o precedente título já adiantou, neste texto buscarei expor os argumentos e motivos que me fazem descreditar, e até desacreditar tal política governamental.
Pragmaticamente falando, essa política funciona. E agora, grande parte dos leitores desse artigo pensará "Pombas! Então por quê criticar algo que funciona?", lembrá-los-ei que o nazismo também funcionava na Alemanha, que tirou esta do fundo do fosso no qual estava mergulhada pela crise, às custas da vida de milhares de judeus; e para não ficar apenas em um exemplo estrangeiro, lembrem-se os senhores e senhoras que o milagre econômico brasileiro ocorreu durante a ditadura militar (regime autocrático).
Retornando, pois, à especificidade do assunto proposto, analisemos-lo. É importante notar que com as cotas, as regras para ingressar numa universidade pública, o que acredito ser o escopo de todo vestibulando que se dedica, mudaram quando o processo de preparação já havia se iniciado. Alguns alegarão que o processo não foi alterado durante o seu trâmite, pois esse se iniciaria com a inscrição do vestibular, ou até com a matrícula num cursinho preparatório, não sendo portanto prejudicial a esta geração que nos últimos anos prestou o exame, mas somente àquela primeira afetada pela diferenciação das vagas oferecidas.
Seria muita hipocrisia alegar que essa política de cotas não afetou todas as gerações posteriores àquela já citada, pois a preparação não começa no ano do vestibular, pelo menos pra mim não começou; quando os pais matriculam seu filho num colégio particular, observando o sucateamento do ensino público, objetivando dar a ele um ensino de melhor qualidade, talvez tenham as mesmas condições que um pai de classe média que matricula seu filho no ensino público, objetivando economizar. No momento em que esses pais matricularam seu filho em um colégio particular começou o "jogo", a preparação para o processo seletivo, então, a "regra do jogo mudou no meio do jogo".
Outro ponto que chama bastante a atenção é que uma boa parte dos alunos que ingressam na universidade pública através das ''cotas sociais'' fez um cursinho preparatório durante o ano do vestibular (posso estar errado, mas foi isso que observei). Não me cabe aqui fazer um juízo de valor, dizer se isso é ético ou não, mas há um desvirtuamento do princípio que fundamentou tal ação estatal, ou seja, garantir que o ensino superior público fosse acessível às classes mais baixas; ora, se quem está se aproveitando dessas cotas são alunos oriundos da classe média matriculados no ensino público, com possibilidade de custear um curso preparatório (existem sim exceções, como alguém que trabalhe e custei seu curso, porém jamais as presenciei), está no momento de rever os critérios para preenchimento destas vagas preferenciais: de maneira a não prejudicar aqueles que se enquadram no preceito fundante desta política, mas de impedir que aqueles que teriam condições de concorrer em pé-de-igualdade com os não atentidos por tal ação pública sejam injustamente beneficiados.
E já me despedindo, é importante ressaltar que esta diferenciação das vagas universitárias, além de dever ser acompanhada por uma melhora nas instituições públicas de ensino fundamental e médio, deve ser temporária, deve ser conforme a prescrição estabelecida em sua lei, estatuto, ou algo semelhante no qual se baseie sua criação. Caso contrário, criaremos aquilo que tanto abominamos: uma sociedade segregada em relação ao ensino superior.
Adendo
Texto incinerado pelo autor. (brincadeira ¬¬)
Texto revisado, corrigido, aumentado e consequentemente destruído pelo autor. O supra-citado texto encontra-se acima deste adendo.
Texto revisado, corrigido, aumentado e consequentemente destruído pelo autor. O supra-citado texto encontra-se acima deste adendo.
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