Meia-noite e meia. O garoto desocupado tenta escrever algo; sem ter outra coisa pra fazer, ele vê nisso a salvação para seu estado de tédio.
Pensa em escrever sobre personagens históricos, talvez uma releitura de algum clássico ou algo do gênero, porém seu baixo nível cultural o impede disso. Tenta produzir um artigo no qual expresse sua opinião, mas quando essa não é inexistente, é inexpressiva. Decidido a redigir algo, escolhe escrever sobre sua própria vida.
O rapaz, sem muita "intimidade" com as palavras, descreve seus últimos dias, apegando-se principalmente ao fabuloso carnaval curitibano (tão famoso quanto os produtos "Mais por menos"). E mesmo não saindo durante o feriado, ele, tal como eu, adora os dias de folga que este proporciona.
Empolgado, o rapaz escreve palavras e mais palavras. Agora, sem dificuldade, seu texto vai tomando forma, suas idéias fluem. Em sua mente, ele tem um de seus raros momentos de convicção: eu sei fazer um texto. E assim vai a noite inteira.
No dia seguinte, o garoto vai eufórico mostrar a um amigo sua "criação":
-Cara, você é burro é?! Só estou vendo cinco frases aqui! E depois tem uns bonequinhos de palito!
E assim estava mesmo. Aparentemente, junto com a dificuldade, também a sua lucidez de nosso herói havia ido embora.
Perplexo com o desfecho dessa história, restou-me apenas pedir ajuda à pessoa que sempre me apóia:
-Mãe! Mãe! O que você acha desta história aqui?
-Eu não sou sua mãe!
É melhor acabar assim mesmo...
sábado, 21 de fevereiro de 2009
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
In The Secret (Sonic Flood)
Putz, me deu uma vontade tremenda de postar essa música... conheci ela esses dias, antes só conhecia a versão em português dela (Eu Te Busco). Tá ai a letra:
In the secret
In the quiet place
In the stillness You are there
In the secret
In the quiet hour I wait only for You
Cause, I want to know You more
I want to know You
I want to hear Your voice
I want to know You more
I want to touch You
I want to see Your face
I want to know You more
I am reaching for the highest goal
That I might receive the prize
Pressing onward
Pushing every hindrance aside
Out of my way
Cause, I want to know You more.
In the secret
In the quiet place
In the stillness You are there
In the secret
In the quiet hour I wait only for You
Cause, I want to know You more
I want to know You
I want to hear Your voice
I want to know You more
I want to touch You
I want to see Your face
I want to know You more
I am reaching for the highest goal
That I might receive the prize
Pressing onward
Pushing every hindrance aside
Out of my way
Cause, I want to know You more.
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Vestibular: apenas uma máquina de fazer dinheiro?
Então, mais uma vez esse ilustre "Zé Ninguém" que vos fala arrumou um assunto para um texto: o vestibular. Este instrumento de tortura, tão antigo quanto Hebe Camargo, leva todo ano milhares de estudantes à loucura (seja devido à dedicação aos estudos, ou à inexistência da mesma em alguns seres).
Observando esse tal de vestibular, procurei encontrar nele alguma lógica, mesmo não acreditando em meu potencial. Esta incrível máquina de fazer dinheiro, vulgo "processo seletivo", tem sim um nobre objetivo: sustentar as miseráveis famílias dos donos de cursinhos, estas que inúmeras vezes passam necessidades básicas (um carro importado, ou um celular novo por exemplo).
Outra coisa que intrigava esta mente atormentada era: qual seria a origem dessa prática abominável? Pensei, pensei e pensei... até que me cansei e inventei uma história que me convenceu; cá está ela:
"O vestibular teve suas origens na Roma antiga, mais precisamente na revolta de Spartacus, na qual os donos de cursinho revoltaram-se contra a revogação da obrigatoriedade do curso técnico para os escravos." Claro que os cursos preparatórios se modernizaram, mas o vestibulando ainda é tratado como escravo, ou seja, não tem direito a nada, nem mesmo à diversão.
Mais uma vez creio não ter esclarecido nada, muito menos ter apresentado minha opinião (se é que ela existe). Se assim prossegui, não excedi minhas expectativas. Caso o contrário tiver ocorrido, aconselho a procurar um psicólogo.
Observando esse tal de vestibular, procurei encontrar nele alguma lógica, mesmo não acreditando em meu potencial. Esta incrível máquina de fazer dinheiro, vulgo "processo seletivo", tem sim um nobre objetivo: sustentar as miseráveis famílias dos donos de cursinhos, estas que inúmeras vezes passam necessidades básicas (um carro importado, ou um celular novo por exemplo).
Outra coisa que intrigava esta mente atormentada era: qual seria a origem dessa prática abominável? Pensei, pensei e pensei... até que me cansei e inventei uma história que me convenceu; cá está ela:
"O vestibular teve suas origens na Roma antiga, mais precisamente na revolta de Spartacus, na qual os donos de cursinho revoltaram-se contra a revogação da obrigatoriedade do curso técnico para os escravos." Claro que os cursos preparatórios se modernizaram, mas o vestibulando ainda é tratado como escravo, ou seja, não tem direito a nada, nem mesmo à diversão.
Mais uma vez creio não ter esclarecido nada, muito menos ter apresentado minha opinião (se é que ela existe). Se assim prossegui, não excedi minhas expectativas. Caso o contrário tiver ocorrido, aconselho a procurar um psicólogo.
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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Dúvidas... sim, eu estou sóbrio!
Dez e meia da noite, sem ter o que fazer (e tchau para o horário de verão). Ah! Já sei, vou ver televisão. Ligo a mesma, coloco no canal 12, e adivinhem o que está passando? Eu sei, eu sei... o BBB 9.
Mais do que decepcionado com o fato, começo a escrever este artigo. Por que será que depois de nove edições do mesmo "reality show", com poucas mudanças a cada ano, este programa ainda faz sucesso? Há alguns anos, outro programa do mesmo gênero fazia sucesso, o famoso "No Limite", mas esse não passou da 3ª edição, acredito eu. O que o Big Brother tem que os outros não tem?
Tamanho sucesso será oriundo das baixarias ocorridas no decorrer do programa? Do apelo sexual? Das bebedeiras promovidas durante as festas?
Verdadeiramente, não sei o porquê (e já tinha convicção disso desde o início). Só sei que, fazendo uma paródia a algum pensador (o qual não faço ideia de quem seja, e muito menos questão de saber), o BBB é o ópio da massa brasileira.
Mais do que decepcionado com o fato, começo a escrever este artigo. Por que será que depois de nove edições do mesmo "reality show", com poucas mudanças a cada ano, este programa ainda faz sucesso? Há alguns anos, outro programa do mesmo gênero fazia sucesso, o famoso "No Limite", mas esse não passou da 3ª edição, acredito eu. O que o Big Brother tem que os outros não tem?
Tamanho sucesso será oriundo das baixarias ocorridas no decorrer do programa? Do apelo sexual? Das bebedeiras promovidas durante as festas?
Verdadeiramente, não sei o porquê (e já tinha convicção disso desde o início). Só sei que, fazendo uma paródia a algum pensador (o qual não faço ideia de quem seja, e muito menos questão de saber), o BBB é o ópio da massa brasileira.
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