sábado, 21 de fevereiro de 2009

Sonho de uma Meia-noite de Verão

Meia-noite e meia. O garoto desocupado tenta escrever algo; sem ter outra coisa pra fazer, ele vê nisso a salvação para seu estado de tédio.

Pensa em escrever sobre personagens históricos, talvez uma releitura de algum clássico ou algo do gênero, porém seu baixo nível cultural o impede disso. Tenta produzir um artigo no qual expresse sua opinião, mas quando essa não é inexistente, é inexpressiva. Decidido a redigir algo, escolhe escrever sobre sua própria vida.

O rapaz, sem muita "intimidade" com as palavras, descreve seus últimos dias, apegando-se principalmente ao fabuloso carnaval curitibano (tão famoso quanto os produtos "Mais por menos"). E mesmo não saindo durante o feriado, ele, tal como eu, adora os dias de folga que este proporciona.

Empolgado, o rapaz escreve palavras e mais palavras. Agora, sem dificuldade, seu texto vai tomando forma, suas idéias fluem. Em sua mente, ele tem um de seus raros momentos de convicção: eu sei fazer um texto. E assim vai a noite inteira.

No dia seguinte, o garoto vai eufórico mostrar a um amigo sua "criação":

-Cara, você é burro é?! Só estou vendo cinco frases aqui! E depois tem uns bonequinhos de palito!

E assim estava mesmo. Aparentemente, junto com a dificuldade, também a sua lucidez de nosso herói havia ido embora.

Perplexo com o desfecho dessa história, restou-me apenas pedir ajuda à pessoa que sempre me apóia:

-Mãe! Mãe! O que você acha desta história aqui?

-Eu não sou sua mãe!

É melhor acabar assim mesmo...

Nenhum comentário:

Postar um comentário