Discussão acalorada nessa semana no Senado Federal.
Protagonistas: Sen. Pedro Simon, Sen. Fernando Collor de Mello e (o assunto) Sen. José Sarney.
E aí Senador Collor, com toda a calma (mordendo os dentes) que lhe é característica desde o seu ilustre processo de impeachment, bufou ao também congressista Pedro Simon: "São palavras em relação a mim e as minhas relações políticas... que eu não aceito. E são palavras que eu quero que o senhor as engula!"
Desconsiderando os atentados ao português que omiti aqui, gostaria de brevemente ressaltar alguns pontos importantes dessa passagem:
O primeiro, que de todo o meu coração espero que o senhor não engula essas palavras, e que sempre a liberdade de expressão permeie nosso país, e muito mais o Congresso Nacional, cujos parlamentares gozam de foro privilegiado. Parece que aos parlamentares é adequado esconder os podres da "casa", e quando algum deles começa a revelá-los já se ouvem gritos exaltados - Calúnia! Isso é intriga da oposição! Vossa Excelência está inventando! (Capitão óbvio atacando aqui)
E em segundo lugar, e último também (porque eu tenho mais coisas pra fazer), ressalto como a vida política é intrigante: um então candidato à presidência que criticava calorosamente o então presidente em exercício (na correspondência respectiva: Collor e Sarney), agora se tornou um defensor do mesmo e, por consequência, dos atos secretos do Senado Federal.
Basicamente, como um sábio já dizia: Política e intelectualidade não combinam.
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